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NOSSO LAR em linguagem de hoje - André Luiz e Chico Xavier - Capítulo 03 - A Oração Coletiva
Publicado em: 02 de junho de 2007, 12:08:49  -  Lido 3168 vez(es)



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NOSSO LAR em português de hoje em dia
Pelo espírito André Luiz - Série Nosso Lar
Psicografado por Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier)
Adaptado por Maisa Intelisano - http://colunas.voadores.com.br/maisa
Este projeto visa uma maior popularização e compreensão da mensagem de André Luiz
Divulgado pela lista voadores: http://lista.voadores.com.br
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3
A ORAÇÃO COLETIVA


Apesar de transportado como um ferido comum, pude notar a imagem reconfortante que surgia à minha frente.

Clarêncio, que se apoiava num cajado feito de luz, parou em frente a uma grande porta localizada entre muros altos, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. Apalpando um ponto no muro, uma grande passagem se abriu, por onde entramos em silêncio.

Uma suave claridade cobria todas as coisas. A alguma distância, bonito foco de luz dava a sensação de um pôr de sol de primavera. À medida que íamos adiante, conseguia identificar construções muito bonitas, situadas em grandes jardins.

Ao sinal de Clarêncio, os assistentes apoiaram devagar a maca improvisada. Na minha frente surgiu, então, a porta simpática de um prédio muito branco, parecido com um grande hospital da Terra. Dois jovens, usando túnicas muito brancas de linho, atenderam atenciosos o chamado do meu benfeitor, e, quando me acomodavam num leito de emergência, para, com cuidado, me levarem para dentro, ouvi o bondoso senhor recomendar, carinhoso:

- Coloquem nosso protegido no pavilhão da direita. Agora tenho pessoas esperando por mim. Amanhã volto para vê-lo.

Olhei para ele com gratidão, ao mesmo tempo que era levado para um amplo e confortável aposento, muito bem decorado, onde me deram um leito confortável.

Envolvendo os dois enfermeiros nas minhas vibrações de gratidão, tentei falar com eles, conseguindo dizer:

- Amigos, por favor, me expliquem que mundo novo é esse onde estou... De que estrela vem agora esta luz agradável e brilhante?

Um deles passou a mão pela minha testa, como se fosse conhecido pessoal de muito tempo, e me disse:

- Estamos nos planos espirituais próximos da Terra, e o Sol que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que energizava o nosso corpo físico. Aqui, entretanto, nossa visão é muito mais rica. A estrela que Deus acendeu para nossos trabalhos terrestres é mais preciosa e bela do que supomos quando estamos encarnados. Nosso Sol é a fonte divina da vida, e a claridade que irradia emana de Deus.

Meu ego, envolvido em profundo respeito, fixou a luz suave que entrava no quarto pelas janelas, e me perdi em pensamentos profundos. Lembrei, então, que nunca tinha prestado atenção ao Sol nos dias de vida na Terra, pensando na bondade sem tamanho dAquele que o dá para nós todos pela eternidade. Eu parecia, assim, um cego abençoado que abre os olhos para a sublime natureza, depois de longos séculos de escuridão.

A essa altura, me serviram uma boa sopa e, em seguida, água fresca, que me pareceu cheia de fluidos espirituais. Aquele pouco de água, de repente, me deu novas forças. Não sei dizer que tipo de sopa era aquela; se alimento sedativo, se remédio salutar. Novas energias me sustentavam a alma, profundos sentimentos vibravam em meu espírito.

No entanto, minha maior emoção ainda estava por vir.

Mal acabava de me recuperar da bela surpresa, uma música divina entrou pelo quarto, como se fossem sons a caminho do céu. Aquelas notas de harmonia maravilhosa atravessaram meu coração. Vendo meu olhar de interrogação, o enfermeiro, que estava ao meu lado, explicou com carinho:

- Está na hora do entardecer em "Nosso Lar". Em todos os centros desta colônia de trabalho, dedicada a Jesus, existe uma ligação direta com as preces da Governadoria.

E enquanto a música envolvia o ambiente em boas vibrações, despediu-se atencioso:

- Agora fique em paz. Volto logo depois da oração.

Uma vontade repentina me animou.

- Será que eu não poderia acompanhar você? - perguntei ansioso.

- Você ainda está fraco, - esclareceu com gentileza - mas se estiver se sentindo disposto...

Aquela melodia me renovava as energias. Com muito esforço me levantei e me apoiei no braço que o companheiro me estendia. Seguindo vacilante, cheguei a um salão enorme, onde uma platéia numerosa meditava em silêncio, em atitude interior. Na abóbada cheia de luz brilhante, estavam penduradas guirlandas delicadas de flor, quem iam do teto ao chão, formando bonitos símbolos de espiritualidade superior. Ninguém parecia notar a minha presença, enquanto eu mal conseguia esconder minha grande surpresa. Todos os presentes, atentos, pareciam estar esperando alguma coisa. Contendo, com dificuldade, as várias perguntas que ferviam em minha mente, notei que, ao fundo, em tela gigantesca, estava desenhado maravilhoso quadro de luz deslumbrante. Através de adiantados processo de TV, surgiu um templo magnífico. Sentado em lugar de destaque, um ancião coroado de luz, em prece, usando uma túnica branca de irradiações brilhantes. Mais abaixo, 72 pessoas o acompanhavam respeitosamente em silêncio. Muito surpreso, reparei que Clarêncio participava da assembléia, entre os que cercavam o velhinho brilhante.

Apertei o braço do amigo enfermeiro e, percebendo que eu não aguentaria até mais tarde para fazer minhas perguntas, explicou em voz baixa, quase num sussuro:

- Fique tranquilo. Todas as casas e instituições de "Nosso Lar" estão em prece com o Governador, pela audição e visão à distância. Louvemos a Deus.

Mal terminou a explicação, as 72 pessoas começaram a cantar um hino harmonioso, cheio de beleza inexplicável. O rosto de Clarêncio, no círculo dos elevados companheiros, me pareceu tocado de luz mais intensa. O canto celeste era de notas angelicais, de elevado reconhecimento. Pairavam no salão vibrações misteriosas de paz e alegria e, quando as notas finas fizeram maravilhoso staccato, num plano elevado mais distante se desenhou um coração de azul maravilhoso (1), com sulcos dourados. Em seguida, música suave respondia aos louvores, vinda talvez de planos distantes. Foi aí que uma intensa chuva de flores azuis caiu sobre nós; mas, se tentávamos pegar os miosótis celestiais, não conseguíamos mantê-los nas mãos. As pétalas muito pequenas se desfaziam de leve ao tocar nossa testa, de forma que eu sentia uma renovação diferente de energias, assim que as flores fluídicas me tocavam e aliviavam meu coração.

Assim que a prece terminou, voltei ao quarto do hospital, ajudado pelo amigo que me atendia mais diretamente. Entretanto, não estava mais tão doente quanto a algumas horas. A primeira prece coletiva em "Nosso Lar" havia provocado uma completa transformação em mim. Um inesperado conforto envolvia minha alma. Pela primeira vez, depois de anos seguidos de sofrimento, o pobre coração, atormentado e cheio de saudade, como uma taça que está vazia há muito tempo, tinha se enchido de novo com as gotas generosas do licor da esperança.



(1) - Imagem simbólica formada pelas vibrações mentais dos habitantes da
colônia. - (Nota do Autor espiritual.)


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Maísa Intelisano


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