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E ENTÃO, MÉDIUNS, VAMOS TRABALHAR?
Publicado em: 17 de julho de 2007, 14:37:06  -  Lido 5047 vez(es)



Por mais amor que sintamos por todos os seres humanos, nunca poderemos ajudá-los efetivamente se antes não ajudarmos a nós mesmos, equilibrando-nos, fortalecendo-nos, colocando-nos sobre os próprios pés, acreditando em nós mesmos, em nossa força, em nosso poder e em nossa capacidade de autocontrole. Todos somos seres humanos completos e perfeitos, e podemos ser felizes, plenos e saudáveis.

De nada adianta amarmos as pessoas e querermos ajudá-las se não formos capazes de nos mantermos lúcidos e firmes quando vemos, ouvimos ou percebemos os seus problemas. O que aconteceria se os médicos não usassem máscaras, aventais e luvas para atender os pacientes com doenças contagiosas, e ainda desmaiassem a cada corte ou mancha de sangue que vissem? Também ficariam doentes e, em vez de ajudar a tratar os doentes, diminuindo o seu número, seriam mais doentes a precisar de tratamento. Dá para imaginar a confusão?

Com a mediunidade é a mesma coisa. De nada adianta um médium que percebe tudo, capta tudo e sente tudo, se ele não souber manter uma boa sintonia, se ele não fizer a sua autoproteção, se ele não se mantiver sempre alerta e equilibrado, coberto de luz, de bons pensamentos, de bons sentimentos, livre de preconceitos, cheio de confiança, de boa auto-estima, de firmeza, de fé em si mesmo e nos seus amigos espirituais, apoiado no seu conhecimento e nos seus estudos, sempre atualizados e constantes. E esse é um trabalho que ninguém pode fazer pelo médium; só ele mesmo pode fazer por si.

Assim como ninguém pode ir à faculdade, ao estágio, à residência pelo médico iniciante, ninguém pode estudar, treinar e se preparar para o trabalho mediúnico pelo próprio médium. Há uma parte muito importante de todo o processo que depende só dele. E essa parte demanda esforço, coragem, força, iniciativa, interesse, vontade, determinação, firmeza, maturidade, equilíbrio, disposição, comprometimento e seriedade, que todos nós temos ou somos plenamente capazes de alcançar!!

Entendendo que todo o processo mediúnico passa pela nossa parte psíquica, vemos o quanto é importante também mantermos uma saúde mental e psicológica em dia. Ou seja, alegria de viver, interesse pela vida, otimismo, autoconfiança, interesse em crescer e aprender coisas novas, conhecer pessoas novas, estudar, trabalhar, namorar, etc. Levar, enfim, uma vida normal e saudável.

Divertimento e lazer também fazem parte da nossa saúde mental. Todos precisamos de momentos de lazer, em que possamos relaxar e fazer aquilo de que gostamos. Por isso, devemos procurar ouvir músicas de que gostamos, participar de atividades que nos dão prazer, ler também livros que apreciamos, só por prazer. Tudo isso faz parte do processo.

E, ao mesmo tempo, continuarmos com tudo aquilo que possa colaborar com o nosso equilíbrio e bem estar, físico, emocional e espiritual. Mas, com firmeza, participando conscientemente do processo de equilíbrio, para que ele possa ser mais rápido e efetivo.

Maria Aparecida Martins, em seu livro Conexão - uma nova visão da mediunidade, pela Editora Vida & Consciência, diz algumas coisas de que gosto muito e que os meus alunos me ouvem repetir muito ao longo de meu curso de mediunidade. Ela diz:

"Não existe desajuste de mediunidade. O que existe é uma personalidade desajustada. Quando você tem uma manifestação mediúnica em desequilíbrio, saiba que é a personalidade que está desajustada. Cuide do desajuste da personalidade e a mediunidade se ajusta por conseqüência."

"Não basta só cuidar da mediunidade, conhecer temas, promover palestras, dar cursos, freqüentar o grupo, trabalhar na campanha de Natal, freqüentar a escola de médiuns. Não basta cuidar da mediunidade, é preciso cuidar do médium, da pessoa, do seu reequilíbrio, e não podemos ignorar que é no kit pensamento/emoção que se assenta a mediunidade."

"Somos médiuns uns dos outros; compramos, muitas vezes, o mau humor do pai, o vitimismo da mãe, o desânimo do marido."

É interessante notar que, em todas as afirmativas, ela aponta para o médium, não para os espíritos, ou a mediunidade, ou a família, ou a sociedade, ou no corpo, mas o médium, as suas emoções e pensamentos, e a forma como lida com esses seus aspectos internos.

É sempre o próprio médium que tem que dar o primeiro passo em busca do seu próprio equilíbrio, mas é um passo interno, ou seja, ele tem que se dispor interiormente a mudar e trabalhar, para que, externamente, possa sentir a transformação. É ele que tem que reconhecer que está fazendo algo que não está sendo bom para si mesmo e se dispor a modificar isso.

Assim, não são os espíritos que têm que entender que o médium não está apto a ajudá-los, mas o próprio médium que tem que entender que precisa se capacitar para ajudar os espíritos que o procuram. Basta querer!

E então, médiuns, vamos trabalhar?

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Maísa Intelisano


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